“O professor não é mais um transmissor de conteúdos e sim, um orientador de aprendizagem: está mais próximo do aluno e estimula a pesquisar e compartilhar o conhecimento com iniciativa e autonomia”. (Andrea Ramal)

Na última década, uma discussão ganhou bastante força dentro da comunidade escolar: Como modernizar as práticas pedagógicas e tornar a rotina de ensino/aprendizagem mais atrativa para os estudantes?

Boa parte das reflexões sobre o assunto giram em torno da incorporação de novas tecnologias ao processo, a transformação dos estudantes em protagonistas e a promoção de uma aprendizagem ativa, investigativa e colaborativa.

Infelizmente, muitas escolas brasileiras ainda insistem na adoção do modelo clássico de educação, aquele em que o professor usa a maior parte do tempo das aulas para expor de forma unilateral os conteúdos programados para que, em seguida, os estudantes façam os devidos exercícios.

Se durante muito tempo essa lógica fez sentido, a verdade é que, com os novos perfis de alunos tomando conta das salas de aula brasileiras, ela precisa ser, no mínimo, repensada. E uma boa alternativa parece ser um modelo que começou a ser desenvolvido ainda na década de 90 e vem ganhando espaço nos últimos anos, por ser capaz de mesclar o bom uso da tecnologia ao protagonismo estudantil: a Sala de Aula Invertida (ou Flipped Classroom, em inglês).

Invertida, porque nela cabe aos professores disponibilizarem os conteúdos básicos antes das aulas para os alunos estudarem, através de vídeos, textos, arquivos de áudio, games, livros, entre outros. Dentro da escola, o tempo passa a ser usado de forma mais produtiva no aprofundamento do aprendizado com o esclarecimento de dúvidas, debates, exercícios em grupo, estudos de caso e conteúdos complementares.

Essa nova abordagem contribui para que o ambiente escolar se transforme em um espaço de interação e cooperação que possibilita reflexões coletivas, debates e argumentações, e auxilia na construção de um contexto menos centralizado no professor e mais distribuído e focado no estudante. Estimula a autonomia, a criatividade, a motivação, a autoestima, o trabalho em equipe, a responsabilidade e a uma atuação ativa dos alunos na construção do conhecimento.

Além de aumentar o engajamento, a sala de aula invertida consegue estender as fronteiras do aprendizado para ambientes que vão além do colégio, por meio de tecnologias com as quais os estudantes já tem o costume de interagir. A grande vantagem é que essa interação acaba se dando de maneira mais produtiva e educativa.

Permite ainda que os docentes ofereçam aos jovens com maior dificuldade de aprendizado uma atenção mais direcionada, tanto no ambiente on-line quanto no presencial, a partir de conteúdos específicos e segmentados, que respeitam a maneira de aprender individual e auxiliam no desenvolvimento.

Desafios para implementação da sala de aula invertida

A implantação da metodologia, obviamente, exige que o professor mude a sua percepção em relação ao processo de ensino e ao seu papel como educador. De transmissor do conhecimento, ele se converte em um mediador entre estudante e os saberes que compartilha.

Seu papel passa a ser o de oferecer fontes confiáveis de informação, esclarecer dúvidas, fomentar a interação entre os alunos e criar mecanismos para que os jovens sejam capazes de refletir de forma crítica sobre aquilo que aprendem.

Demanda também uma grande capacidade de planejamento de conteúdos e de construção de uma sequência didática coerente e conectada com as habilidades que se pretende desenvolver. Além disso, exige que o docente seja capaz de fazer com que os estudantes compreendam com clareza que, em uma sala de aula invertida, cada um é responsável direto pela coordenação do próprio tempo e pela gestão das tarefas escolares.

Essa mudança significativa de paradigma tende a tornar os jovens mais seguros e empoderados do processo de obtenção de conhecimento, fazendo com que eles se sintam mais motivados e envolvidos com a escola.

Se a sua instituição tem interesse em conhecer metodologias contemporâneas de ensino como a sala de aula invertida, não deixe de acompanhar o nosso blog. E caso entenda que é a hora incorporar a tecnologia aos seus processos gerenciais e educacionais para que você tenha mais tempo para se dedicar à qualidade da educação, entre em contato conosco e vamos conversar!