Quando a mudança bate à porta é preciso entender o processo e a estrutura, antes de escolher quem deve promover a transformação digital.

Marcelo Freitas

Se você tivesse uma empresa e fosse escolher quem deveria liderar a transformação digital dela, quem você escolheria? A maioria dos executivos provavelmente faria a opção por um “guru digital”, aquele cara que, por exemplo, liderou uma verdadeira revolução no Google e que está disposto a fazer o mesmo na sua empresa. Mas será que esta seria mesma a melhor opção?

Na prática o que acontece muitas vezes com esses especialistas é que, embora tenham feito excelentes trabalhos em outras organizações, cada vez desenvolvendo cuidadosamente novas jornadas de clientes e repensando os modelos de negócios, é que eles passam boa parte do tempo lutando contra os executivos principais, que geralmente fica assustada com a mudança digital. E nesse ponto os “gurus” tendem a criar verdadeiras ilhas de desenvolvimento, o que os leva a se distanciar da “empresa real”.

O circo pega fogo

Quando acontece o surgimento desse comportamento, começa a emergir aí um conflito entre o digital e o real. Exemplo: Parceiros e clientes confusos começam a ligar para perguntar por que o preço pelo portal on-line é tão diferente do praticado pela equipe de vendas ou pela loja física. Irritados, os clientes começam a discutir com os representantes da sua companhia para entender por que o canal on-line não está conectado com os pedidos feitos por meio desses representante de vendas e por que os produtos não chegam. Pior, as vendas pelos canais tradicionais, que representam ainda a maior parte da receita, começam a cair. É o circo pegando fogo…

Vários podem ser os motivos, mas é bem possível que o principal deles tenha sido a estratégia utilizada pelo “guru digital”, muitas vezes focada apenas na mudança de processos tradicionais para os digitais.

Para não cair na cilada

Então, para driblar essa armadilha, por mais estranho que possa parecer, talvez a melhor alternativa seja a de empoderar aquele antigo chefe que, a priori, resiste ao processo de transformação. Sim, aquele líder com pouca experiência digital, mas que ao longo do tempo apresentou resultados positivos na carreira e, principalmente, que está disposto a aprender.

É que essas pessoas geralmente têm muita determinação e buscam entender com profundidade as necessidades dos clientes e da empresa, reunindo-se também com seus parceiros de varejo para entender suas necessidades, estratégias de preços e canais de distribuição.

O caminho para Transformação Digital

Pessoas com esse perfil geralmente buscam caminhar com equilíbrio e apoiam o processo de transformação no treinamento de sua força de vendas e dos executivos da empresa, focando  em como a iniciativa digital poderia ajudá-los a atingir seus objetivos, instruindo-os sobre os diferentes modelos operacionais e de preços e mostrando-lhes como o digital poderia beneficiá-los a longo prazo.

O fato é que a transformação digital geralmente envolve menos um repensar radical dos negócios e mais um aprender a usar ferramentas para melhor atender os clientes. Isso pode exigir reorganização interna e maior foco na gestão de pessoas.

A lição é que, embora um “guru digital” possa entender de como criar um negócio virtual a partir do zero, sem as restrições enfrentadas por um negócio estabelecido, quando colocado em um ambiente real de empresa as chances de falha são grandes, porque ele simplesmente não entende o negócio.

Por outro lado, pessoas com pouca experiência digital mas com vasto conhecimento do negócio que são colocadas à frente de iniciativas digitais possuem grandes possibilidades de sucesso. Por quê? Porque, em última análise, a transformação digital envolve tanto mudanças na organização quanto tecnologia e pessoas. Pense nisso!

Gestores inteligentes investem no conhecimento digital da sua equipe e a leva ao sucesso com base no entendimento de como usar os novos meios para servir os negócios, seja ele uma empresa de varejo ou uma escola! E esse é um dos motivos pelos quais as soluções e a filosofia da ADIRA são tão inovadoras!

Por aqui, o nosso foco é garantir que mesmo os educadores com pouca familiaridade com as novas tecnologias tenham grande facilidade em implantar, utilizar e fomentar o uso de ferramentas simples, inovadoras e que melhoram todos os processos gerenciais e educacionais das escolas. Vamos conversar sobre o assunto e começar a transformação da sua instituição de ensino?