“Um planejamento cuidadoso é capaz de vencer quase todas as dificuldades”. (Amiano Marcelino)

Identificar os sintomas da falta de planejamento em uma escola não é uma tarefa difícil. As decisões costumam ser improvisadas, as aulas não promovem aprendizagem efetiva, as reuniões não chegam a um alinhamento de propósitos e os problemas são resolvidos de forma aleatória. No final das contas, tudo fica mais complicado.  

Se este é o caso da sua instituição, não se desespere. Para resolver isso, vamos te ajudar com algumas dicas de como elaborar um bom planejamento, de forma simples e objetiva! Com ele, você poderá anteceder as suas ações e criar novas perspectivas para o futuro. Vamos lá?!

Dicas para elaborar o seu planejamento escolar

Antes de mais nada, precisamos destacar que o planejamento requer o compromisso da ação, caso contrário, todo o esforço será em vão!

Mas afinal, o que é exatamente planejar? Planejar é um processo de retomar, reconsiderar e examinar dados minuciosamente. É criar um roteiro sabendo suas limitações e suas formas de contorná-las. Considere-o como um mapa para guiá-lo na concretização dos seus objetivos educacionais.

Uma boa gestão somente é alcançada através de um planejamento adequado, com ações sistemáticas e organizadas, orientadas por objetivos coerentes. Por isso…

Seja claro!

É importante conhecer a profundidade e abrangência de tudo o que se pretende ser modificado no planejamento. Neste ponto, quanto menos vago, melhor! Objetivos genéricos não orientam ações, quem dirá resultados. 

Uma ferramenta muito usada em planos de ação para auxiliar no procedimento de correções ou melhorias é a 5W2H. Sua aplicação ajuda a não cair na cilada de metas vagas e planos mal executados. Você deve estar se perguntando o que significa essa sigla, certo? Ela remete às iniciais de sete perguntas em inglês… São elas: What, Where, Who, Why, When, How e How Much. Vamos ver melhor o significado de cada pergunta:

  • What: O que será feito? Essa pergunta remete a especificação da atividade, em outras palavras, seu objetivo.  
  • Why: Por que será feito? Não basta ter apenas um objetivo se não existe uma justificativa plausível para o mesmo. Entenda suas motivações, isso ajudará a valorizar a prática da ação. 
  • Where: Onde será feito? Uma ação pode ser feita em diferentes lugares, assim, é importante delimitá-los. Ele pode ser um local ou um departamento.
  • When: Quando será feito? Definir um período de tempo para a ação, com data inicial e final.
  • Who: Por quem será feito? Aqui você define as pessoas envolvidas no processo, podendo especificar o papel de cada participante. 
  • How: Como será feito? Nesta pergunta você descreve as etapas da ação, como será todo o procedimento para a concretização do objetivo. Pode ser considerada a pergunta mais importante, uma vez que define o caminhar do projeto. Todas suas ações devem constar nessa resposta! Então, não seja precipitado, use um momento para levantamento de ideias criativas, análises e pesquisas. 
  • How much: Quanto vai custar? Nem sempre é fácil saber quanto uma ação vai custar, mas ter uma noção da verba é importante já que influencia no quanto você está disposto a investir no plano. Se o valor que você precisar é maior que o disponível, que tal planejar medidas para conseguir essa quantia e aplicar de novo o 5W2H? 

Uma ferramenta muito simples e prática, não é? 

O conceito chave do 5W2H é que qualquer estratégia precisa ser fragmentada para entender melhor todo o seu contexto e aplicação. A vantagem do 5W2H é que ele ajuda na eficiência do trabalho do gerente e do colaborador, uma vez que a margem para dúvidas é reduzida e sua execução traz menos obstáculos. E o melhor, aplicável em qualquer tipo de instituição.

Para finalizar…

Uma última dica muito importante! Não se esqueça de sempre monitorar as suas ações! O monitoramento com a prática do plano ajuda a ter certeza de que as medidas estão caminhando para o resultado correto. Afinal, de nada ajuda aplicar um plano se ele não está gerando os resultados esperados, não é verdade? Portanto, abuse de indicadores, e caso você perceba que está em um caminho contrário, seja inovador para integrar ações e recursos para concretizar os objetivos propostos.

Um bom processo de planejamento não se baseia apenas em um plano coeso, mas também na verificação constante de sua efetividade e implantação (só assim será possível julgá-lo como eficaz ou não). E caso não seja, sinta-se livre para mudanças! Nem sempre se acerta na primeira vez e as condições e cenários podem variar a todo momento.