“A última década foi sobre encontrar novos modelos de colaboração e inovação na web. A próxima década será sobre como aplicá-los ao mundo real”. (Chris Anderson)

Embora os princípios, reflexões e práticas da economia colaborativa não sejam uma novidade para a sociedade, o conceito ganhou força e atenção apenas em 2008, num cenário de crise econômica que evidenciou a saturação do modelo baseado em instituições centralizadas e no hiperconsumismo, e a urgência de se pensar em formas mais sustentáveis de se gerir os recursos do planeta.

Além das preocupações ambientais, a economia colaborativa se baseia em pilares como tecnologias e redes sociais, fundamentais para garantir que a colaboração aconteça de forma global e organizada. Mas o seu principal ponto de sustentação é, sem dúvida, a redefinição do sentido de comunidade, que acabou por ditar novas tendências nos hábitos de consumo da população.

Com um consumidor mais empoderado e consciente de sua força e de suas possibilidades, a economia colaborativa cria cenários que desafiam diretamente os modelos tradicionais de negócio e as suas estruturas, permitindo o surgimento de mais concorrentes, novos modelos de negócio, preços competitivos e produtos de maior qualidade. Neste novo contexto, inclusive, as trocas não são necessariamente financeiras – é possível envolver nos processos, por exemplo, habilidades e tempo – e os ganhos precisam ser mútuos.

Para além dos exemplos mais conhecidos como Uber e Airbnb, que redefiniram os setores de transporte e hospedagem, é possível citar diversos outros modelos que tem seu sucesso ancorados na economia colaborativa. O surgimento e crescimento dos espaços de coworking, o bikesharing, o crescimento de práticas como o crowdsourcing e croudfounding, a adoção nas empresas de metodologias de inovação aberta e projetos open-source, são apenas algumas novidades construídas sobre a lógica das redes de pessoas e das comunidades.

Mas afinal, como essa mudança de paradigma impacta a educação e as instituições de ensino? É o que discutiremos à seguir.

Impactos da economia colaborativa para as escolas

Em primeiro lugar, é preciso que os gestores escolares tomem a consciência de que, na economia colaborativa, a imagem e a reputação de uma instituição de ensino estão diretamente ligadas à qualidade da experiência que ela oferece aos seus estudantes. Isso por que, com jovens conectados, empoderados e com um senso maior de coletividade, a troca de recomendações se torna cada vez mais frequente e um fator decisivo de diferenciação nas decisões de compra das pessoas.

Uma experiência negativa quando compartilhada por quem a viveu, pode acarretar não só na saída do aluno, mas em uma crise de imagem que criará dificuldades significativas na retenção e captação de outros estudantes. Por isso, se antes era preciso ter cuidado com a qualidade dos serviços oferecidos, agora ele precisa ser redobrado e tratado como a única fonte de sucesso e sobrevivência no mercado a longo prazo.

Além disso, é preciso que as escolas compreendam que essa economia criou um contexto mais democrático de acesso e troca de informações que modifica profundamente a maneira como os jovens adquirem conhecimento.

Se antes o professor era visto como o principal detentor e transmissor de novos saberes, agora ele concorre com fontes diversas, confiáveis e facilmente acessíveis. Sendo assim, a busca por atualização e capacitação docente deve ser uma constante, para que eles sejam capazes de conduzir atividades motivantes, desafiadoras, relevantes para o processo de aprendizagem e efetivamente adequadas tanto às necessidades quanto ao nível de exigência do aluno contemporâneo.

Por fim, é preciso que algumas barreiras e tabus relacionados ao processo de ensino sejam rompidos. Da percepção dos dispositivos móveis como vilões dentro de sala de aula à insistência em processos avaliativos focados apenas em medir a capacidade de memorização dos estudantes, a verdade é que tudo precisa ser reavaliado com cuidado.

Cultivar visões e práticas como as citadas acima, significa que a escola tende a insistir em modelos que preparam os jovens apenas para o vestibular e para carreiras corporativas tradicionais, caminho que vai contramão de tudo o que vem acontecendo nos principais centros educacionais do planeta.

O novo mercado clama por profissionais que carreguem consigo mais capacidade de trabalhar em equipe, um senso de comunidade maior do que o de competição, conhecimentos transversais, além de um amplo domínio e uma clara percepção do papel da tecnologia na vida das pessoas. Essas competências precisam ser desenvolvidas dentro das instituições de ensino, por educadores que entendem e acreditam na sua importância para a sociedade.

A tecnologia como aliada da escola neste novo contexto

Um excelente primeiro passo para preparar a sua escola para este novo contexto é modernizar a sua gestão e adotar soluções tecnológicas que te apoiam nas melhores práticas operacionais e administrativas. Um grande aliado? A ADIRA. A nossa solução auxilia a sua instituição de ensino a implementar processos gerenciais e educacionais mais ágeis e modernos, melhorando não só a produtividade da equipe como a experiência dos estudantes dentro de sala de aula. Quer conhecer? Entre em contato conosco!